À conversa com Pedro Chagas Freitas, exclusivo do Et(h)er dos Dias.

Et(h)er dos Dias – Como chegas aqui, Pedro?

Pedro Chagas Freitas – Trabalhando, escrevendo, esgravatando. Sem parar. Todos os dias.

 

ED – Quando é que descobriste que era isto, a escrita, que de facto querias para ti?

PCF – Escrever está em mim antes de saber escrever: todos escrevemos quando somos crianças e contamos histórias. Isso já é escrever. Inventar, fazer de conta que. E eu escrevo desde aí.

 

ED – Tu orientas cursos de escrita criativa (sou suspeito em falar deles…;)). Já ajudaste a descobrir muitos escritores? Ou achas que as pessoas te procuram nesses cursos para se enriquecerem na escrita, mas com outros fins?

PCF – Cada pessoa tem os seus objectivos. O meu é o de, dentro do que posso dar, entregar a possibilidade de treinar, de testar, de desbravar novos caminhos na escrita. Dá trabalho, sim; mas dá ainda mais gozo.

 

ED – Fala-nos um pouco o que te move quando escreves um livro?

PCF – Move-me escrever.  É uma necessidade. Tenho mesmo de escrever. Mas fascina-me sobretudo o “e se?”. O conceito. Imaginar a história, a intriga, a ligação entre as personagens. E depois a forma: como vou contar esta história? Quem a vai contar? É maravilhoso. Maravilhoso.

 

ED – O Pedro Chagas Freitas escritor é um ser de paixões fortes? Achas que as pessoas têm carências desse tipo de sensação?

PCF – As pessoas são pessoas. E as pessoas amam estar apaixonadas — é para isso que aqui andamos. Uma pessoas sem paixões não é pessoa nenhuma.

 

ED – Tens explorado muito o Amor nos teus últimos livros. E os teus textos sobre o amor tem corrido mundo. Pensas que continua a ser uma busca incessante dos seres humanos, o amor?

PCF – Somos amor. O amor é a melhor coisa do mundo — pelo menos até prova em contrário.

 

ED – E pego no Amor, porque lançaste um novo livro da série “Prometo”, este que tem o título de “Prometo Amar”. Gostávamos que falasses um pouco desta série e deste teu novo livro.

PCF – É uma série de livros que têm um denominador comum: são um catálogo de pessoas. Das mais diversas idades, com as mais diversas experiências. Construir essa pessoas preenche-me por completo. Essa viagem a cada uma delas, com as suas falhas, as suas insuficiências, é a viagem que todos fazemos. E as melhores viagens são as interiores. Sempre.

 

ED – Achas que um escritor pode ter um papel importante na construção da consciência humana?

PCF – Todos os que, de alguma forma, chegam a muitas pessoas têm esse papel. Eu tanto não pensar muito nisso quando escrevo. Escrevo o que me apetece. É a minha forma de rebeldia.

 

ED – Disseste numa entrevista que um bom livro é aquele que mexe contigo. Se não o conseguir, isso é mau. És muito exigente face aos livros dos outros? E aos teus?

PCF – Só tenho essa exigência: seja num livro, num filme, numa música. Nada mais. Se mexe comigo é bom, se não mexe é mau. Aplico isso ao que leio e ao que escrevo, claro.

 

ED – Fala-nos um pouco do Pedro Chagas Freitas leitor. O que andas a ler, o que gostavas de ler…

PCF – Na poesia, ou prosa poética, regresso sempre a Herberto, a Al Berto, a Ruy Bello, a Rui Nunes. Na ficção, ando sempre à procura de novas experiências. Mas acabo também por regressar a Saramago, Camus, Faulkner, …

 

ED – Tenho aqui duas perguntas de leitores(as) teus. A primeira é, o que é que o Pedro não Promete? A segunda é, afinal o Pedro é ou não Deus?

PCF – Não prometo desistir de amar. Custe o que custar hei-de sempre fazer tudo para amar. Para encher de amor quem me ama. E sim: sou Deus dos meus passos. Isso está na minha mão. E já não é pouco.

 

ED – E pegando neste tipo de desafio de leitores, qual é a pergunta que nunca te fizeram e que tu gostavas de responder?

PCF – Se sou uma pessoa feliz. E sim: sou. Felizmente.

 

ED – Termino com dois desafios;

  • Imagina-te perante uma multidão de mulheres. Elas querem saber o que precisam para serem amadas. O que lhes dirias?

PCF – Para amarem. E isso aplica-se a homens e a mulheres. Sempre. Apesar de tudo: amar.

  • Nomeio-te o director da biblioteca do Et(h)er dos dias. Tens uma encomenda de livros para fazeres. Os que quiseres. Quais as escolhas?

PCF – Milhares deles; mas aqui ficam cinco — três incontornáveis e outros dois menos conhecidos:

 

O Estrangeiro, de Camus.

A Armadilha, de Rui Nunes.

Os Cus de Judas, de Lobo Antunes.

Tudo Pela Minha Mãe, de Celina Lopes.

Do Choupal à Cerca Moura, de Maria João Resende.

 

 

 

NOTA: Esta entrevista é redigida sem cumprir os requisitos do acordo ortográfico.

 

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