Gonçalo Cadilhe em conversa com o Et(h)er. Parte 1. Os Livros.

Antes de ler, ou depois, ouça o podcast em

http://castbox.fm/app/castbox/player/id1167672/id73877100?v=3.2.29O

Et(h)er esteve em directo com Gonçalo Cadilhe. Falamos de viagens, de literatura, e do que pensa e sente sobre estas matérias.

Gonçalo Cadilhe nasceu a 24 de maio de 1968, na Figueira da Foz.

Profissão: Viajante e jornalista.

Tem vários livros publicados, como Planisfério Pessoal, A Lua pode esperar, África Acima, Nos passos de Magalhães.Escreve para vários jornais, com muitos artigos que tem marcado muito o imaginário de todos. Sempre com uma componente historicamente bem sustentada, aliás mais uma das suas afeições.

Surfista de paixão, chega mesmo a referir que onde há uma boa onda, há um destino a conhecer.

Têm sido imensos os projectos em que o Gonçalo tem estado envolvido. Exemplo disso, em 2014, lança-se com o Um Dia na Terra – Fotografias do Quotidiano do Planeta. Falamos de mais de 200 fotografias recolhidas por mais de 50 países.

O Et(h)er encontrou-se com o Gonçalo num dos seus locais preferidos, na Figueira da Foz. Bem junto à marina da cidade, com um clima ameno, uma pequena brisa e o silencio do rio ali mesmo ao lado.

Começamos por perceber, através de uma frase sua retirada de uma das muitas entrevistas que deu, “A minha vida é sempre uma viagem, uma liberdade”, o que o Gonçalo achava sobre a ideia de a Vida ser de facto uma viagem.

Foi desde logo engraçado, porque o Gonçalo já não se recordava da frase, referindo mesmo, “tenho é de contextualizar a época, porque eu já falo de épocas, pois já começo a falar em termos de décadas…

Relativamente à questão, de facto a vida é uma viagem, sendo mesmo uma ideia “transversal a toda a humanidade”. Fazendo uma ligação entre as várias culturas ancestrais, Egípcios ou Incas (ex.), até aos nossos dias. “A vida não é para os nómadas, mas para os viajantes” conclui.

Sobre os livros, recuperamos uma frase de Santo Agostinho, “O mundo é um livro, quem nunca viaja nunca saiu da primeira página” para perguntar o que achava sobre a importância de um autor viajar para conseguir um maior grau de realismo da própria historia. Isto mesmo comparado com o que se consegue viajar nos dias de hoje, através da internet. O Gonçalo fala-nos de um dos livros mais interessantes sobre viagens, escrito por Italo Calvino, “Cidades Invisíveis”, que “me provoca um delírio de pegar na mochila às costas e ir descobrir aqueles lugares”, mesmo sendo um livro que foi escrito sem nunca sair do seu lugar. Destacou o facto de todos os lugares descritos no livro são da imaginação do autor. “Acho que provavelmente um escritor hoje em dia, quando já foi escrito tanta coisa, precisa muito de se fundamentar muito bem”, a ideia que fica.

E a relação com os povos, com as civilizações, ajudou a enriquecer os livros do Gonçalo? “No meu caso, não tenho outra hipótese, o meu género é literatura de viagens, tenho de fazer viagens”.

Sobre a literatura de viagens, agora que existem muitos blogs, as pessoas continuam a preferir mais os livros? A confiança no autor?… Aqui o Gonçalo foi pragmático e realista, “O género tem pouco mercado em Portugal. Apesar de termos sido os que inventamos esse género através da Peregrinação” …” Mas as variedades de redes sociais, televisões, está a levar as pessoas a abandonarem livros, e na literatura de viagens sente-se mais a quebra e a falta de mercado. A discussão em redor de um género que precisa de leitores, mas onde estes andam mais distraídos em internets.”

O Gonçalo Cadilhe tem vários livros editados, da qual deixamos uma lista completa. Se quiserem saber mais sobre esta conversa, vão ao Podcast do Et(h)er dos Dias (ver endereço no cimo do artigo), quer em Castbox, quer em Itunes, onde está já a primeira parte desta entrevista. A segunda sairá no próximo mês e será sobre viagens.

      Mais recente,

    O Esplendor do Mundo(2017)

  • Nos passos de Santo António : uma viagem medieval(2016)
  • O mundo é fácil : aprenda a viajar com Gonçalo Cadilhe(2015)
  • Um dia na Terra : fotografias do quotidiano do planeta(2014)
  • Passagem para o horizonte(2014)
  • Um lugar dentro de nós(2012)
  • Encontros Marcados(2011)
  • O Mundo é Fácil(2010)
  • Um km de Cada Vez(2009)
  • Tournée(2008)
  • Nos Passos de Magalhães(2008)
  • África Acima(2007)
  • A Lua Pode Esperar(2006)
  • No princípio estava o mar: surf, viagens e outras inquietudes(2005)
  • Planisfério Pessoal(2005)

Este texto é escrito não respeitando o acordo ortográfico.

Todas as fotos deste artigo são retiradas do site oficial de Gonçalo Cadilhe.

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