Contratiempo, pelo et(h)eriano Rui Sousa

Este filme espanhol de 2016, que está no catálogo da Netflix Portugal, mostra bem como a vida pode-se alterar em poucos minutos e como um cidadão comum pode ver-se transformado num criminoso.
Quando tudo começa, vemos Adrián Doria (interpretado por Mario Casas) acorda num quarto de hotel ao lado de um corpo inanimado de uma mulher. Ao constatar que está morta, agentes da polícia entram de rompante e prendem-no por homicídio.
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A história avança no tempo para outro quarto noutro edifício, quando o vemos a falar com uma advogada especialista neste tipo de situações de seu nome Virginia Goodman (Ana Wagener)  e esta informa-o que daqui a pouco a polícia virá buscá-lo e que por isso é melhor ele dizer exactamente o que aconteceu para que a sua defesa possa ser bem preparada.Pressionado pela contagem decrescente, Adrián começa então a falar.

Recuamos no tempo e ficamos a saber que se trata de um jovem empresário de sucesso que se encontra numa escapadela romântica com a amante Laura Vidal (Bárbara Lennie), enquanto a sua mulher pensa que ele está numa viagem de negócios em Paris.

Ao terminar este encontro, os dois entram no mesmo carro para se embora e cada um ir para sua casa. E é aí que a desgraça acontece. Durante o percurso, Adrián escolhe ir por um atalho, e como já sabemos pela sabedoria popular “quem se mete por atalhos, mete-se em trabalhos”. E esse ditado não se podia aplicar melhor aqui pois quando um animal se atravessa na estrada, o carro rapidamente faz um “pião” para evitá-lo o que se vai causar um embate com um carro que vinha no sentido contrário.

Após alguns momentos de pânico, rapidamente constatam que estão bem e resolvem sair do veículo para verificarem o estado do outro motorista. Infelizmente para ambos, constatam que este está morto.
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A partir daqui as suas vidas mudam radicalmente. Não era suposto estarem ali e tiveram um acidente que causou a morte a uma pessoa. E agora, que fazer? Enquanto pensam nisto, passa outro condutor no local e ao ver dois carros acidentados pergunta se está tudo bem. Rapidamente conseguem convencer o homem que estão bem e ainda o convencem que cada um deles ia no seu carro e que vão resolver tudo de forma amigável.

O outro condutor parte, eles resolvem encobrir a situação atirando o carro para um lago para ocultar tudo e regressam às respectivas casas, cada um à sua vida.

Claro que nestas coisas, não há crimes perfeitos e acaba-se por saber que o condutor morto está dado como desaparecido pelos pais. Rapidamente inicia-se uma investigação que vai por os nervos deste casal à prova e testar as capacidades da advogada para tentar dar a volta á situação com base na informação que recebe. A história irá avançar e recuar no tempo para nós espectadores termos uma melhor compreensão dos factos.

Não vou adiantar mais pormenores para não correr o risco de “spoilers”, mas posso garantir que vai haver surpresas.

À medida que tudo se desenrola, vamos aprendendo melhor a situação, compreendendo assim melhor o que aconteceu enquanto novos personagens vão sendo acrescentados.

Este é um thriller empolgante que nos surpreende. Uma história muito bem contada e interpretada.

Irá o crime compensar? É ver, para saber…

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